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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

DA VIDA E A MORTE.




Eu sigo sem mais nem menos
ao seu lado.
E sou como ela, perigosa,
sempre em perigo.
Agora à pouco, pois já é madrugada,
uma rasga mortalha entoou
seu canto, muito próximo.
Sei bem o que dizem sobre ela...
É verdade, também, que só os vivos
podem sentir quando a morte aproxima.

Não sou adorador de flores,
mas, as observo em sua beleza.

– enquanto parte de um todo,
que é a própria planta, que sustenta,
fertilidade de onde brota a própria
vida.
Que sempre surge meio à morte;
entre a beleza e o caos.





18 Fev. 2012. 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

AÇÕES SUMULTÂNEAS – uni-versos-micro.






Minha mãe sonha – planeja –,

Meu pai executa e, às vezes, também

/sonha...


Dependendo das condições,

/eu executo:

Faço meu mundo às circunstancias postas.



25 Mai. 2012.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

EXCREÇÕES.

Google - sem informações de autoria.



Escrevo para esquecer

onde estou neste exato momento.

Excreto as ânsias num papel.



14 Fev. 2013.





CORDÃO UMBILICAL.

Imagens do Google.



Minha cidade está quase moderna
a população quase modesta.
Falta emprego pra quase todo mundo
a gente reaprende os novos rótulos.
Meu vizinho se sente feliz –
comprou um carro zero;
outro também, pois escapou por um triz
de ser, novamente, e de novo, roubado.
Na rua próxima, o filho do Sr. fulano
passou no vestibular...
eles comemoram da mesma forma quando,
só a velha classe média podia comemorar!

Minha cidade vai bem. Na verdade,
tá meio mais ou menos...
não sei bem, tem rindo gente,
mas, tem também, chorado muito.
Os que ficaram esperam...
queria poder ficar.
Um dia, me disseram
que a melhor coisa a fazer
são as malas.
–Talvez, eu deva mesmo, logo ou,
de uma vez por todas, rasgar
este cordão umbilical –
seguir o caminho; deixar o tempo passar.






05 Fev. 2013. 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Verde-aquecido.






Um ciclo findo, agora.

Vejo a paisagem seca mudar de estado –

o verde-aquecido das folhas.



30 Jan. 2013.

ONDE AS ONDAS BATEM.





.. sempre nos tornozelos
de quem anda na areia;
sempre na cabeça
de quem anda e sente os
pés n’água, com areia...

o mundo corre
e a gente atrás;
mundo corre
e a gente foge...

não dá pra ser mais
que o necessário [...]        


05 Jan. 2013.