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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O QUANTO VALE CADA SEGUNDO.



Cada peça, cada pedaçinho de tempo perdido;
cada forma, cada andar sem ser percebido.
Você não sabe nada sobre o que vai encontrar,
pois, seguir em frente não é seguir frente e reto.

Um segundo vale um gesto,
eterno quanto certo.
Acendem e apagam-se luzis,
explodem-se bombas, desfaz-se tudo.
Refaz-se o todo!

Cotidiano bem vivido traz mais vida,
as estrelas brilham mais,
mesmo à luz das cidades
pode-se viver mais, além do mais...

Um segundo, nuance bem vívida,
detalhes bem vividos,
universo-micro,
um cílio caído sob os lindos olhos dela.



Luis Sátiro 06 Set. 2011.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

AMOR PARADOXAL.




Nunca soube, até hoje, o que seria o amor,
Arde em mim, ver memórias, ver passar
– E eu não sabia até passar – quão sorte má,
Ao me deixar nu comigo, no espalho olhar.

Muitos acham que é preciso ser maduro,
Mas o amor é infantil mesmo, seguro de si,
Ao ponto mesmo de nascer e ver tudo
À sua frente, depois de breve noite no escuro.

Mas, tudo passa, passa por mim, por nós,
Ao meu lado, longe de mim... Apenas só
E, quando tudo parece vantagem, faz-se nó,
Cego, duro de desatar – se conseguir é só isso!

Dificilmente encontrará outro tão firme,
Pode haver paixão. Como num conto, num filme
Qualquer que seja, haverá seu fim, não mais se atinge
Aquele apogeu, é fraco demais para isso, assim finge.

Prefere-se negar, a si e ao amor, por parecer fraco,
Deixa enrijecer seu coração, mesmo por dentro frágil,
Faz do escudo proteção, enquanto a água é mais ágil,
Fluxo errante de vida, frente à rigidez insólita e inábil.

É doce e é dor, também, é bom e é ruim, é flor e é espinho...
Por isso o grande número dos que fogem, por isso raro,
Por isso tão valioso. Vive agora nos interstícios do mundo;
É tão importante, e há de surgir de novo para todos os olhos.

Luis Sátiro 24 Mai. 2011.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

CULT?!





Que é ser Cult?...
Que quer dizer, ser Cult?
Diga o que quer dizer ser Cult!
Fala pra eu ser Cult?

A massa virou pão...
Agora é a vez, é também popular.
E o que dizer, então?
Ser Cult, ser não, outro virá!

Vamos dizer pra ser Cult,
Que a massa virou pão!
Para que ser Cult veja
A população, em tensão, sair do chão...
Para depois cair?

Ando com meus cabelos despenteados,
Gosto de sair assanhado...
Sou ser meio atrasado, até atrapalhado,
Mas, ser Cult ri – eu ludibriado.






Luis Sátiro 05 Mar. 2011 às 18h30min.







segunda-feira, 31 de outubro de 2011

SOBRE A ARTE CRÍTICA DOS SETENTA.




Ir embora, depois sentir saudades,
Não significa uma nova situação.
Carregar dentro da cabeça sentimentos
Não é expressar-los em derradeira emoção.
Esgotá-los no mundo, um presente ao outros,
depois vê-los, como um quadro, inspirando a sensação
de que temos de fazer disso, mais um pouco (...)

...PORQUE FOMOS QUEM SOMOS...




Por que nós somos fomos
Por que fomos quem somos,
Isoladamente e como todos,
Por quem fomos somos
Porque fomos somos...
                                      Mas, de agora em diante,
                                      posso, também, construir (...)


Luis Sátiro: original em 14 Set. 2011 
(modificado em 02 Nov. 2011.)


O CHAPÉU DE NAPOLEÃO.



                                                                                                                                Foto: Google imagens.


Tão ridículo quanto a sua pequenez altiva,
Tão gracioso, enquanto curvas, de medidas.
É tão fácil de perceber sua criancice aguda,
Que na fase adulta tornou-se motivação e penúria...

É um como os outros!


Carregando seu chapéu em meio a ventania...
Perseguiu seu objeto até os últimos dias
Pensou que poderia prostrar toda sua família
Mas, o que restou foi-se com a mesma ventania.

É puro sonho!



Estrito em 27 de Out. 2011.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

LÂNGUIDA.



Que a vida venha bela, mas, quando necessário,
Mostre sua outra face perante o meu teor
Que sempre cobra delícias e sabores desejados;
Que seja verdadeira, comigo dura – amor e dor!...

Que pouse em meu peito com tenro calor
Que faça a minha alma forte, mas como ator,
Serei eu fato, trama de um filme ou, novela de amor...
Que traga a cor cinza na dor, e para o amor, outra cor.




Luis Sátiro 20 Jun. 2011

HOJE.



Hoje, nessa madrugada de 6 de setembro,
Tentarei dormir mais cedo
                                            / na hora que for possível.
Tentarei sentir ainda sua presença,
Oh dia anterior de sonhos!

Vi seu riso, senti seus vários beijos em meu rosto,
Tão pouco expressivo; tão pouco feliz.
Mas, eu feliz apenas por dentro,
Feito areia na ampulheta,
Esperando, enfim, sua passagem...

Hoje, esse dia após o dia, Jorge Bem soa bem nas caixas,
Madrugada e seus detalhes – escrevo agora;
Antes estive lendo os poetas marginais de número 26.

Hoje, ainda tentarei dormir mais cedo,
Sempre pensando nela e no dia anterior,
Sempre pensando em como amanhã
Vou fazê-la mais feliz.

Luis Sátiro
06 Set. 2011.
Mais velho,
Mais feliz,
Mais triste,
Mais nada...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

PASSOS E OBJETOS.

Quem quer contar os passos perdidos
Está sempre em busca dos objetos que marcam o Espaço
E que representam o tempo como uma bússola

E fazer do dado fato o representar homônimo
De uma vida plena num universo caótico

Por onde, também, mergulham seres passantes,
Desejantes de formas perfeitas e ações
Afáveis ao dito tempo ao qual atravessam em vida.

Sátiro em 03 Ago. 2011

RISO EPILÉTICO

... A falta ou o excesso,
A estagnação ou o progresso
– Há sempre um motivo a mais
Ou a menos para o riso.
E vem como tudo vem,
Da cabeça ao resto do corpo,
Com muito pouco controle,
Até o dedão do pé
– Se desfazendo no solo,
Como uma descarga elétrica...
Já, de um olhar frente ao espelho
À vontade inconsciente
Passando aos músculos da face
E do resto do corpo.
Juntam-se ao súbito ar
Que escapa dos pulmões,
À simples presença de uma tragédia individual
De amargo gosto de uma comédia coletiva.
E o homem – se chama racional

Luis Sátiro do Nascimento em: 03 Ago. 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

AQUILO QUE NÃO FIZ.

                       Por onde sempre ando sempre vejo,
Em vários lugares, muito de perto,
Algo que não me traz sentimento,
Aquilo que não fiz, mas, está lá, 
                                                     onde vejo.

Quando criança, acostumado com o lugar...
Hoje, transformado por quem não sei onde está.
Mas faço do meu lar, imerso em bem estar,
Afetividade transferida; subjetividade no ar...

Não fiz a maioria, mas, fiz o que me 
                                           convinha;
Sou perto de onde vejo... Sou longe de onde 
                                           vinha,
Sou mar, sou céu, mas, aquela paisagem não é 
                                           minha!
Nem de quem não fez dela imagem sua. Assim, 
                                           quem a teria?




Luis Sátiro, 18 Mar. 2011 às 23h48min.

DESVALOR.

Frente aos novos presentes
Do presente tempo reinante,
Cá estou com minhas ações
E objetos desvalorizados.

Neste mundo que, 
                      sequiosamente,
Propõe novos padrões de ações.
Faz cair para mais baixo, 
                      rapidamente,
Aquelas outras que nos davam emoções.

Mas, sempre junto a outros tantos, também
Desvalorizados, solidários à causa,
Ainda inconsciente, e que fazem
Erigir, paralelamente, um novo mundo.




Luis Sátiro, em 24 Mar. 2011 às 21h29min.

domingo, 24 de julho de 2011

NUÂNCIA.

Sinto-me um doido – daqueles varridos.
Que tudo o mais seja, por também ser
Como todos nós seremos sempre também,
Mais um ou menos um, a pensar-se lúcido.

Generalizando momentos, passagens;
Enfeitando a casa, bobagens
Saindo à noite para brincar, coragem
E sendo assim uma bela montagem:

Saio lúcido para ser menos percebido,
Entrego para os que estão pertos, mas perdidos,
Aquele sentimento de que tudo é parecido,
Ou, ao menos, vivido junto, enternecido,
Parece menos incomum aos olhos do percebido.



Luis Sátiro, 12 de Jul. 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

PIRÂMIDE.

No
 Cume,
 Velhos opacos
 Em busca de luz e calor
 Para, pois, poderem sobreviver,
 Se seu sangue é frio como num réptil.
 No meio, alguns invejosos. Queriam estar no alto, 
 Mas não sabem como chegar lá. E ficam a sonhar em um
 Dia o vértice alcançar, para depois fazerem o mesmo dos que estão cume.
 Na base, agüentam firme o peso de toda estrutura, com a melhor das piores sortes.
 Fazem do seu viver serventia aos outros, do meio e do cume, pois sem isso, não haveria nenhuma torre.
Miríades e miríades para a sustentação dos primeiros, que até hoje assim têm feito, e cumprido o seu papel...





  Luis Sátiro em 01 de Junho de 2011 às 08h40min.

RATOS, ROEDORES DE RUA.


Ratos, roedores de rua,
Saem à noite, fria e escura;
Mendigos da noite, vítimas da subúrbia,
Zumbis do Crack, ânsias nuas;

Correm o risco de seu tipo de vida,
Que, com poucas semelhanças, a morte antecipa;
Juntos todos, viram notícias,
Problema a ser resolvido sem milícia.

Custam caro, pois como pragas empestam
E em todos os lares, fazem rixas,
Mordem pais e comem a rica,
Que tanto suaram, melhoria de vida...

Frutos da realocação de um fluxo
Que fixado a um solo, faz deste sujo;
Algo que só existia ali faz aqui submundo
Onde rato rói a rua, em verdade nua e crua.

Custam a deixar de roer
Pois, fazem disso seu grave viver
Marginais beirando a morte, vida arder,
E do sujo roubo, um instante de prazer.


                                                                

                                                 
  Luis Sátiro em 29 de Março de 2011 às 21h44min.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

AMORÓDIO.

É tão boa a dor, pois me faz lembrar
O quão bom também é o amor.
Junto com seus males estão livres
E ambas as partes me fazem sentir vivo.

Quem ignora tal fato, não sabe mesmo,
E como esses dois estão sempre unidos,
A confusão que isso faz engana até quem traz,
Pois o conteúdo, nesse caso, não segue a forma.

                                                          




                                           Luis Sátiro em 18 de fevereiro de 2011.

domingo, 19 de junho de 2011

FRAGMENTOS DE UMA NOITE CRUA.

Ainda que se canse durante o dia
À Noite, algum sopro de grande vida
Que de tão simples, crua... semeia
Por entre ervas daninhas.

Do solo, pois ainda reserva algo fértil
Mesmo sob o concreto das cidades,
Por fissuras, erguem fieldades. 

Da calçada, verás o crepúsculo
De onde emerge novo amanhecer, que dilata.
Depois, durante a noite que contrai,
Despedaçar este agora ser.

                                                                               Luis Sátiro, 19 de Junho.

Disponível em: Google Imagens (claudiawas.blogspot.com)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

LUA BELA.

Pela janela do quarto, deixo sua luz entrar
- parece besteira - mas, ela me encanta,
No que para os muitos outros é só piada
Eu solto, faço dos seus queridos verbos
Meu motivo para rir

... Por enquanto, a vejo bela pela janela
Calma à clarear a madrugada sem sono
A me acalmar e me fazer dormir,
Sua luz, reflexo, a penetrar minha alma.

                             Em Teresina, no meu quarto,
                             Vendo a Lua em 15 de Junho de 2011.

MADRUGADA.

Sempre que possível, deixo a janela aberta
E por ela passar livre o vento da escuridão,
Sem ventilador sinto apenas a madrugada,
Soturno e nebuloso quando me vejo só.

E comigo penso ao falar, deixado às lembranças
Do dia que passou; logo, converso sobre irrealizações.
E digo algo sobre a obra e, vêm-me arrependimentos,
Mas, de repente sinto o vento da escuridão, e tudo passa.
       
                                               Luis Sátiro em 18 de fevereiro de 2011                

ERRO.



O pior dia que se possa ter, individualmente falando,
é aquele em que a consciência decide a você falar.
Em que, pesando meia tonelada, lhe mostra o erro,
vermelho em vergonha de si, e consigo a ficar.


Tão somente o peso pode passar, mas se bem,
ae for sabido, de toda experiência tirarás proveito.
Sendo agora um novo ponto de partida que tem,
e de tudo agora novo, será bem mais bem feito.

                                     





 Luis Sátiro em 23 de fevereiro de 2011

OLHA QUE PEDRINHA BONITA!

Já viu que pedrinha bonita?
Ela caiu daquela montanha,
Como fragmento, parece livre.
Ela caiu, desceu, virou chão,
Deu vida junto a outras pedras,
Raízes a penetraram,
Cobriu-lhe de vida e morte
Repetidas vezes pensou-se livre...
Um dia, sem avisar, mais caiu.
Em fragmentos e fluidos ficou
Bem mais fundo se foi.
E lá ficando em fragmentos
E fluidos, foi ate o fim...
Fundiu-se novamente ao todo!
Outrora livre em fragmentos
Viu-se coesa nova rocha,
Em emersão foi-se até as alturas
Emergiu nova rocha!
E lá perdeu fluido,
Atacada por esse e aquele
Desagregou-se em novo ciclo,
Novamente a queda,
Novamente livre
 Novamente ao chão e
Junto a outras pedras,
A vida e a morte.
E lá ficando em fragmentos
E fluidos, foi ate o fim...
Fundiu-se novamente ao todo!

                                Luis Sátiro: 15 de Outubro de 2010 às 01h31min.

ABSOLUTO VELHO RETORNO.


Velhas artes são transformadas em novas práticas,
Novos homens nascem velhos de espírito,
Mantém-nos ao léu coberto com novo véu,
Presos a insigne insignificância de nossa existência.

Ver objetos é a única realidade que temos às mãos,
Deitados em solo infértil de puro conhecimento,
Dão-nos tudo feito à custa da livre liberdade,
De ver com olhos próprios a face da realidade.

Ver mentes transgênicas fabricadas por conceitos,
Apenas poeira cósmica alimentando um futuro incerto,
Crianças mimadas pelo velho deus abstrato,
Apenas egos pensantes, farsantes num crepúsculo incessante
De onde emerge a verdadeira natureza reinante.

Frutos da indolência do homem indulgente,
Resultado da falsificação emergente da mente,
Preteritação do presente em busca do eterno nascente, 
Olhar oblíquo no instante, é o que recebemos de presente.

Espelhos aos olhos do escravo, livre para andar,
Mas proibido de pensar livremente sobre o que há,
Ser gótico sem futuro, em busca do circulo perfeito,
Representando o verme firmamento de passados longínquos
Quando ainda andava sob as cavernas do pensamento.



                                    Luis Sátiro: 28 de setembro de 2010 as 03h40min.
Um salve à todos! Este blog foi criado com o intuito de mostras ao mundo alguns escritos meus. Escrevo desde 2010, com o objetivo mesmo de transpor sentimentos meus, com relação ao mundo, em palavras e, mostrar a esse mundo um pouco de mim mesmo - Luis Sátiro - filho da dona Maria Elza da Conceição Araújo e do seu Grigório Sátiro de Araújo, morador da Vila da Paz em Teresina, capital do Piauí. Espero que gostem!