Nunca soube,
até hoje, o que seria o amor,
Arde em mim,
ver memórias, ver passar
– E eu não
sabia até passar – quão sorte má,
Ao me deixar
nu comigo, no espalho olhar.
Muitos acham
que é preciso ser maduro,
Mas o amor é
infantil mesmo, seguro de si,
Ao ponto
mesmo de nascer e ver tudo
À sua frente,
depois de breve noite no escuro.
Mas, tudo
passa, passa por mim, por nós,
Ao meu lado,
longe de mim... Apenas só
E, quando
tudo parece vantagem, faz-se nó,
Cego, duro de
desatar – se conseguir é só isso!
Dificilmente
encontrará outro tão firme,
Pode haver
paixão. Como num conto, num filme
Qualquer que
seja, haverá seu fim, não mais se atinge
Aquele
apogeu, é fraco demais para isso, assim finge.
Prefere-se
negar, a si e ao amor, por parecer fraco,
Deixa
enrijecer seu coração, mesmo por dentro frágil,
Faz do escudo
proteção, enquanto a água é mais ágil,
Fluxo errante
de vida, frente à rigidez insólita e inábil.
É doce e é
dor, também, é bom e é ruim, é flor e é espinho...
Por isso o
grande número dos que fogem, por isso raro,
Por isso tão
valioso. Vive agora nos interstícios do mundo;
É tão importante,
e há de surgir de novo para todos os olhos.
Luis Sátiro 24 Mai. 2011.
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