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segunda-feira, 20 de junho de 2011

AMORÓDIO.

É tão boa a dor, pois me faz lembrar
O quão bom também é o amor.
Junto com seus males estão livres
E ambas as partes me fazem sentir vivo.

Quem ignora tal fato, não sabe mesmo,
E como esses dois estão sempre unidos,
A confusão que isso faz engana até quem traz,
Pois o conteúdo, nesse caso, não segue a forma.

                                                          




                                           Luis Sátiro em 18 de fevereiro de 2011.

domingo, 19 de junho de 2011

FRAGMENTOS DE UMA NOITE CRUA.

Ainda que se canse durante o dia
À Noite, algum sopro de grande vida
Que de tão simples, crua... semeia
Por entre ervas daninhas.

Do solo, pois ainda reserva algo fértil
Mesmo sob o concreto das cidades,
Por fissuras, erguem fieldades. 

Da calçada, verás o crepúsculo
De onde emerge novo amanhecer, que dilata.
Depois, durante a noite que contrai,
Despedaçar este agora ser.

                                                                               Luis Sátiro, 19 de Junho.

Disponível em: Google Imagens (claudiawas.blogspot.com)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

LUA BELA.

Pela janela do quarto, deixo sua luz entrar
- parece besteira - mas, ela me encanta,
No que para os muitos outros é só piada
Eu solto, faço dos seus queridos verbos
Meu motivo para rir

... Por enquanto, a vejo bela pela janela
Calma à clarear a madrugada sem sono
A me acalmar e me fazer dormir,
Sua luz, reflexo, a penetrar minha alma.

                             Em Teresina, no meu quarto,
                             Vendo a Lua em 15 de Junho de 2011.

MADRUGADA.

Sempre que possível, deixo a janela aberta
E por ela passar livre o vento da escuridão,
Sem ventilador sinto apenas a madrugada,
Soturno e nebuloso quando me vejo só.

E comigo penso ao falar, deixado às lembranças
Do dia que passou; logo, converso sobre irrealizações.
E digo algo sobre a obra e, vêm-me arrependimentos,
Mas, de repente sinto o vento da escuridão, e tudo passa.
       
                                               Luis Sátiro em 18 de fevereiro de 2011                

ERRO.



O pior dia que se possa ter, individualmente falando,
é aquele em que a consciência decide a você falar.
Em que, pesando meia tonelada, lhe mostra o erro,
vermelho em vergonha de si, e consigo a ficar.


Tão somente o peso pode passar, mas se bem,
ae for sabido, de toda experiência tirarás proveito.
Sendo agora um novo ponto de partida que tem,
e de tudo agora novo, será bem mais bem feito.

                                     





 Luis Sátiro em 23 de fevereiro de 2011

OLHA QUE PEDRINHA BONITA!

Já viu que pedrinha bonita?
Ela caiu daquela montanha,
Como fragmento, parece livre.
Ela caiu, desceu, virou chão,
Deu vida junto a outras pedras,
Raízes a penetraram,
Cobriu-lhe de vida e morte
Repetidas vezes pensou-se livre...
Um dia, sem avisar, mais caiu.
Em fragmentos e fluidos ficou
Bem mais fundo se foi.
E lá ficando em fragmentos
E fluidos, foi ate o fim...
Fundiu-se novamente ao todo!
Outrora livre em fragmentos
Viu-se coesa nova rocha,
Em emersão foi-se até as alturas
Emergiu nova rocha!
E lá perdeu fluido,
Atacada por esse e aquele
Desagregou-se em novo ciclo,
Novamente a queda,
Novamente livre
 Novamente ao chão e
Junto a outras pedras,
A vida e a morte.
E lá ficando em fragmentos
E fluidos, foi ate o fim...
Fundiu-se novamente ao todo!

                                Luis Sátiro: 15 de Outubro de 2010 às 01h31min.

ABSOLUTO VELHO RETORNO.


Velhas artes são transformadas em novas práticas,
Novos homens nascem velhos de espírito,
Mantém-nos ao léu coberto com novo véu,
Presos a insigne insignificância de nossa existência.

Ver objetos é a única realidade que temos às mãos,
Deitados em solo infértil de puro conhecimento,
Dão-nos tudo feito à custa da livre liberdade,
De ver com olhos próprios a face da realidade.

Ver mentes transgênicas fabricadas por conceitos,
Apenas poeira cósmica alimentando um futuro incerto,
Crianças mimadas pelo velho deus abstrato,
Apenas egos pensantes, farsantes num crepúsculo incessante
De onde emerge a verdadeira natureza reinante.

Frutos da indolência do homem indulgente,
Resultado da falsificação emergente da mente,
Preteritação do presente em busca do eterno nascente, 
Olhar oblíquo no instante, é o que recebemos de presente.

Espelhos aos olhos do escravo, livre para andar,
Mas proibido de pensar livremente sobre o que há,
Ser gótico sem futuro, em busca do circulo perfeito,
Representando o verme firmamento de passados longínquos
Quando ainda andava sob as cavernas do pensamento.



                                    Luis Sátiro: 28 de setembro de 2010 as 03h40min.
Um salve à todos! Este blog foi criado com o intuito de mostras ao mundo alguns escritos meus. Escrevo desde 2010, com o objetivo mesmo de transpor sentimentos meus, com relação ao mundo, em palavras e, mostrar a esse mundo um pouco de mim mesmo - Luis Sátiro - filho da dona Maria Elza da Conceição Araújo e do seu Grigório Sátiro de Araújo, morador da Vila da Paz em Teresina, capital do Piauí. Espero que gostem!