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domingo, 30 de dezembro de 2012

CONTINHO FABULOSO.







Um anjo em forma de mariposa
pousou em meu cabelo e disse
querer sentir meu cheiro,
no passar de ¼ de ½ hora toda.

O deixei massagear meus cachos
até quando bati, com um peteleco,
em suas asas que bateram
                por toda a casa.



23 Dez. 2012.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

MEU PASSOS.

Luis Sátiro/Arquivos.








Escrevo, agora, de costas para o futuro...
Sem medo de cristalizar-me em sal.
Revejo alguns momentos, de um modo
totalmente diferente – eu os revivo!

Escrevo, agora, de costas para o futuro...
É necessário, agora, imerso em retrospectivas,
Rebocar os tijolos, deste construto,
Temperados pelo sol – dilatando e contraindo;
/entre felicidades e tristezas...

Escrevo, agora, apenas sabendo que haverá
outro amanhã, mas, não haverá outro passado.
Posso recontá-lo de mil maneiras, mas, sempre
será meu passado – eu’s-passados!




19 Dez. 2012.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

AMORES PERDIDOS.


Enquanto o tempo passa –

em vida – lugares passam;

são momentos que marcam:

Dias, lugares e pessoas...

Fazem ser como é.

Lugares como nunca mais
  seremos;

Pessoas que nunca mais
  veremos...

Lembranças postas
enquanto cristais;
por onde atravessam
a luz; e, se apaga.

Almas que perdem
  pedacinhos de si.

Deixados em certos pontos
  do caminho até aqui.

12 Jun. 2012.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

COMO ARANHA.

Luis Sátiro/Arquivos.




Sinto, de longe, o grande medo
que sentes de perder...
Sinto, bem de perto, a expressão
que criou para não parecer.
Sei que preferes o adorno,
de parecer não-ser.
Amo-te de qualquer maneira!
Mas,
como poderemos continuar crescer,
se preferes teias tecer?




Sátiro 29 Dez. 2011.

domingo, 9 de dezembro de 2012

NOITE AGUDA.

Luis Sátiro/Arquivos.



Não encabeço dúvidas
Mas, como agulhas,
Elas vêm...
Sinto agulhadas passadas
Pelas ruas,
Enquanto observo
(penso demais torto)
Entorto e, torto penso.
Congelo o tempo e,
Tudo congelado vejo.
Nas ruas, ainda,
Carrego o perigo
De andar
Enquanto penso
(observo demais torto)
Entorto e, torto observo.
Para ver se aprendo tudo
Em movimento;
– Sentidas agulhadas passadas.




09 Dez. 2012.

sábado, 8 de dezembro de 2012

INSPIRAÇÃO.



Arte na fuligem: Triângulo - Alessandro Ricci.
Disponível em: <http://www.pipocadebits.com/2012/01/arte-na-fuligem.html>




Antes de dormir o dia passa, e se não repasso, 
se vai.
Aquelas sensações, aquele sentimento logo esqueço.
Todas as certezas desse instante me são 
roubadas,
nunca mais as vejo e, justo quando tento 
recriá-las

E em nada, nenhum êxito. Mas faço um 
novo dia!
Procuro novas poesias e, vejo todos, muitos desejos.
Mas, em mim, qualquer um não passa de representação,
grandes e poucas me fazem justo em meus 
anseios.




21 Mar. 2011 às 23h31min.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O TEMPO-ESPAÇO DAS CONSEQUÊNCIAS.


(Primeiros Escritos)

O que pensar "querer algo" pode significar,
para alguém que, dado instante, sente e sabe o que quer?
Muitas coisas podem ser feitas e ditas
mas, sempre será uma escolha qualquer!
                           [...] Não é acaso – pode assim ser dito!

Mas, é sempre como fuga. Queremos ter certeza;
por isso a Razão, por isso as normas... O medo!
Mas paixões e desejos nos causam estranheza,
mostram que também temos natureza – mesmo fora.
                           [...] E o que dizer da imaginação?

A culpa por ser assim, sentida por alguém
num passado, talvez perdido, distante atrás
no tempo antes ser datado, continua...
E para deixar de lado, pegar-se-á outra logo à frente...

E que o passado passe a determinar menos.
Que as ações e suas conseqüências sejam
todas suas. Não de outro alguém, que aos
seus cuidados confia.
                                   Pode-se compartilhar
                                  [...] Mas, assumam suas conseqüências!




Luis Sátiro em: 03 Mai. 2011 às 01h29min.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

VÁCUO.



Interagindo Galáxias NGC 2207 e IC 2163
Disponível em: <http://hubblesite.org/gallery/album/exotic/pr2004045a/>



Uma noite, olvidos anteontem,
quis saber como seriam minhas
noites,
noutros dias –
me projetava sempre à frente,
entre palavras e desejos...

conhecia pouco a mim e,
cíclico, percorria as dimensões
do tempo
sem fazê-lo meu;
sem fazê-lo eu.



20 Nov. 2012.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

INCONSTANTE AGENTE.



JJJLJJJJJLLLLLLLLJJJJJJJJJJJJJJJJLLLLLLLLJJJJJJJJLLLLLLLLJJJJJJJJLLLLLLLLJJJJJLLLJJJJJJJJLLLLJJJJLLLLJJJJLLLLJJJJLLLLJJLLJJJJLLLLJJJJJLLLJJJJLLLLJJJJLLLLJJLJJLLLLJJJJLLLLJJJJLLLLJJJJLLLLJJJJLLLLJJJJJLLLLJJJJJJJLLLLJJJJLLLLJJJJLLLLJJJLLLLLJJJJJLLLJJJJLL.......çdlieusjkdiejskei..keisj11234590-     5847305=43857875462398249388547834===-3011''zz\\\\\\xsd;/dld//;.,m,nbcvxczx\fagsheyeyeuroypuío[ípii[i[iui[uýtyyuuutteroeirtutyiyuóó[póípuoyutirueyewtwrwrqteyerutritoypúí[io
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14 Jun. atualizado em 04 Dez. 2012.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

NOITE DE NOVEMBRO.




É a melhor hora...

Visto meu calção de dormir;

abro a janela...

Encosto os cotovelos e, deixo sair: –

nada para estragar meu dia.

Ouço o vento, vejo o vento

sacudir a copa das arvores –

é Novembro,

pouco menos de um mês
para Dezembro...

Os dias estão muito quentes, ainda.

Essa é a melhor hora do dia,

quando deixo tudo sair...

Apenas, observando

momentâneo

o vento sacudir a copa das arvores.


06 Nov. 2012.

QUANDO É PERMITIDO PERDER TEMPO.



      
Vê se te cuida!
antes que passe
demais o tempo...
Com o tempo,
tentar qualquer
um acordo.
Tendo-sido tempo
(de) terminado,
Sempre ouso
recomeçar de novo.
Sentir como mudança;
todo conteúdo em fluxo –
esposar outra forma.
Conteúdo em tempo;
perco meu tempo
escrevendo
sobre como
perco meu tempo
dando à luz
poemas.


04 Nov. 2012.

ERRANTEMENTE.




Não há início
Nem meio, ou fim.
Não há tese,
Antítese, ou síntese
/qualquer!

Se quiser algo criar,
Algo terá de ser
/para deixar...
E, se há alguma seleção,
É com certa Razão
Para deixar de ser,
/naturalmente.
– Repetir para progredir
E, errar novamente.





31 Mai. 2012.










terça-feira, 27 de novembro de 2012

TROVA: MOSTRUÁRIO DISPERSO.




Não falo para estantes...

Antes, falo para estandartes móveis,

em momentos de lazer infantes:

– esqueceis das sensações
/ dos dias úteis!






               

FENÔMENO QUASE ESPETACULAR.


(Eu-conto)



Era um dia qualquer... Toda experiência de um homem o faz emergir em momentos precisos...
Era, mesmo, um dia qualquer!
Seguia sua rotina de sempre. Estudar, trabalhar, estudar... E, vivia sempre assim.
Conhecia o mundo que vivia, organizava as coisas como lhe convinha. Respeitava as ordens dadas e, aqui acolá, as burlava.
Não era diferente de ninguém, sempre passou despercebido. No ônibus, em pé ou sentado, ocupava seu pedaço do espaço.
Passava, mesmo, despercebido!
Mas, tinha muitos amigos – neste circuito, era bem percebido.
Agente nunca sente, exatamente, quando algo de espacial está acontecendo... Geralmente, só notamos aquilo que queremos.
Neste dia, como todos os outros, fazia seu cotidiano marcado – trabalho, estudo, trabalho...
No corredor da faculdade, ele viu... Ninguém mais viu, – só ele e,... Ela. [Ele um; ela um; eles, dois]
Só os mais atentos, poderiam...
Neste momento, deu pra ver faíscas, que saíam, quando seus olhares cruzaram. Aquilo iria marcar suas vidas.
Só faltava uma conexão, algo que ligasse, realmente, os dois – um amigo em comum, talvez. E, foi justamente o que o destino propôs.
Um dia ela, despercebidamente, falando sobre ele à uma amiga: dizendo o achar interessante...
Sua amiga disse: – Eu conheço! Se quiser, eu te apresento... Foi aquele nervosismo, mas deu tudo certo. Foi feita a conexão!
Quando duas pedras que se cruzam; deu pra ouvir o som das duas, ao se chocarem. Como quando o ar seco e, faminto, encontra o ar frio e úmido...
Um fenômeno quase espetacular; geralmente, passa despercebido, quando nosso olhar está mais atento a outro lugar.



16 Nov. 2012 

VIOLENTAMENTE.

Google
disponível em: <silvanefranco.wordpress.com>


(visões sombrias)

Viver num lugar de ímpeto
constantemente aquecido –,
e, ínfero...
Frustrar-se pelo pouco
atingido
assombrar-se de passados
olvidos
dado ao porvir de coletivos
guerreiros.
E, ao rancor de não vestir
camisas
que cobrem outros
peitos...
É notar a presença pelas
faltas;
é correr daqui; trazer de lá!


Luis Sátiro 21 Mai. 2012.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

CRIAÇÃO.




tenho de ti a imagem mais bela
que poderia ser entre as belas;
tenho pra mim, que sois bela
realmente, enquanto vela
acesa, bem aqui dentro...
– criação minha própria,
sob dúvidas e certezas,
de um novo ciclo rodeado
pelo caos.



26 Nov. 2012.

“COMO TENDO SEMPRE EXISTIDO”.





Desde sempre existido,
mesmo antes disso,
trago, aqui, pedacinhos
de relações que acabo
de formar, da maneira
que sou e vejo ser.

Os “seres-d’antes”
também o são –
suas histórias
os fazem presentes.
E me terminam
por determinar
e, eu os amo
enquanto odeio.



Luis Sátiro 26 Nov. 2012.