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segunda-feira, 25 de junho de 2012

CONTO DE PESCADOR.




Não era pescador de profissão, ele.
Trabalhava como pedreiro,
Mas, gostava de contar histórias,
– ótimas histórias sempre fazem rir...

Numa dessas, à noite,
Disse ter sido convidado a um balneário,
Onde havia criatórios de peixes.
– Tambaquis e, outras espécies mais.
Dizia ser dos grandes.
Tinha levado sua tarrafa.
– Jogou o primeiro lance
E, nada!
Todos os peixes estavam do lado esquerdo do tanque.
– Jogou outro lance
Aí sim!
Pegou dos grandes...
O peixe lutou – lutou bravamente –,
Era realmente dos grandes!
Mas, saiu vitorioso, ele.
O engraçado é que
Foram precisos dois homens
Para tirar o peixe fora d’água;
Quando conseguiram,
Vinte centímetros de água
Haviam baixado.


16 Jun. 2012.

ENGENHOSIDADE E TEMPO CONSTRUTOS.





Das palavras ditas e os sonhos
tornados realidade e operados,
de acordo com as necessidades;
ocasionou-se a criação de engenhosidades!

Das partículas aceleradas ao ponto
de tornarem-se luz, ou pura energia;
ao tempo quando o mundo fora
das cavernas era ofuscado pela própria luz...

Dão-nos a precisão que tudo passa;
enquanto propaga para todos os rumos...
Tem-se à capacidade de imprimir marcas,
nos muros da existência, prova viva
de que aqui estamos vivos...

E, suprime-se tudo quando, após, conserva;
– pois, não há nada que se destrua, sem deixar resíduos!




18 Jun. 2012.

SENTE A QUEM TE SENTE.




A importância de alguém
Na vida, decerto,
Se autoexplica na própria
Grandiosidade que a vida tem.
É quando tão significativa à vida
Pode tornar-se alguém...
É quando, minuciosamente,
O mundo muda com a gente;
Quando se sente ser,
Através doutro ser
Que, também, em ti sente a si.

12 Jun. 2012.

TONANTE INVASOR.




Do silêncio querido
ao barulho não pedido.
Até ontem, desejei o
contrário!

A canção de um enxame de abelhas –,

Tanto ouço, como observo
seu despropósito de bêbado

– o fim do carnaval veio acompanhado
de humpôcumais...

Esse domingo vizinho festivo
está em desacordo com minha
indolência, adormecido está.

27 Fev. 2012.

COMBATE DE CORES MATINAIS.




O dia amanhece...
Formas cinzentas estão postas
/como nuvens
Mesmo assim, deixam sempre admirar,
Como coisas da imaginação, mas vivas
/e imóveis
Perfazem tamanha beleza matinal...
– Após noite de combate feroz,
Ver os primeiros raios de luz
Dourando o cinza de outrora.


03 Jun. 2012.

POR ENQUANTO, MADRUGADA EM CONTO.



Nada de vida sofrida – maravilhosa vida –
Que, muitas vezes, permite sofrer
E, tanto faz se é na volta ou na ida...
Sempre prefiro estar com você.
Hoje, de volta pra casa, meu bem, foi na vista para lua,
Muito bela entre as nuvens, quase cheia...
No fim do caminho, pediram fósforos zumbis
/que queimavam a rua.
Como quem não toma banho – cheira mal.
Contínuo sofrer despercebido de um ser rejeito social.
E, até que não vai assim, de todo, tão mal...
Só é um pouco bem mais cansativo que o ideal
Natural da casta que sempre foi e, coisa e tal.
Por enquanto, é tudo que pode ser que não foi.
É assim que se percebe como as coisas estão,
Nota-se uma necessidade de sê-las como tal:
Como uma afirmação de uma afirmação é negação;
Como quando se diz sim quando se quer dizer não.


03 Jun. 2012.