No quarto,
O céu está nublado,
– dá pra ver pela janela!
O cigarro está aceso,
O quarto desarrumado
E, o ventilador de teto;
Móveis velhos –
De um lado, bicicleta;
Do outro, computador.
E o mundo lá fora,
Quieto-adormecido –,
Respira em silêncio.
A luz está acesa,
O cigarro, agora, apagado;
O movimento
– teias de aranha no teto,
O balançar vicioso
Das pernas;
– Curto o silêncio
Da noite...
Em busca de alento,
Perseguindo o movimento.
Na estante, alguns projetos –,
Nada bem feito!
Frustração – e, é perfeito!
Encruzilhada de direcionamento,
Espírito envelhecido
/por momentos.
Um arco de fumaça se forma,
Depois de descoberto um segredo:
Alguns sentidos para vida, esta.
Agora que aprendeu a sofrer;
É quando chega ao fundo
E quer da superfície algo;
E, é quando chega às alturas;
Mostrar que lá não há nada
Além do que se pode mostrar.
Propósito – ninguém saia de casa
/sem um por perto!
No quarto, há vários objetos,
Ambiente sonâmbulo – quão sonha!
Corpo que vasa, transborda o corpo
/pós-sofá;
Agora há outros,
Que decoram a paisagem deste asseio...
Agora, é só ouvir curtindo o silêncio;
E, nada importa olvir,
Se olvir é necessário!
Só o ventilador;
Espanta o calor –
Ventila a dor,
Movimenta as teias,
Na cama, corpo inerte que passeia...
Divagarmente e, sem sentido;
Ouvindo o silêncio noturno...
Em busca de alento,
Perseguindo o movimento.
30 Mai. 2012.