O mês é Agosto, – o vento
Seco atravessa o espaço...
A folhagem seca ao chão
Chamuscado.
Da janela, vejo nuvens de fumaça...
Meu quarto é invadido
Por fuligem, se aberta a deixo;
No horizonte – pouco distante –,
A queimada de sua origem,
Eu foco.
A luz do sol, atravessando
Tal nuvem, não deixou
O dia nublado. Porém, vermelho!
Agosto – inverno seco
Entre rios: – o reciclar da vida;
Como Outono atravessa Abril.
Meus olhos secam inerentes
Ao asseio deste lar;
Meus lábios racham inerentes
Ao chão da calçada...
Ambos expressam a vida como ela é,
Neste pedaço de mundo que muda,
Ao renascer das cinzas.
15 Ago.
2012.
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