Não
pense saber quem eu sou.
Não
penso saber quem é.
Algo
em tua cabeça pode,
Então,
dizer: talvez não seja ele bom.
–
Veleidades, veleidades!
Nem
tudo é poesia, estas imagens.
Quadros,
quimeras, verdades –
Que
quer que seja isso! – linguagens...
À
toa; soltas;
Nada
de tão sublime, aqui, qual pensa.
Não
há do que fugir – deleite? –
Só
palavras, como as outras.
O
todo, amigo, que chamamos real,
Não
é o mesmo para todos.
Claro,
o mundo é um só, mas são todos
O
mesmo mundo cristalizado em partes.
Sabe
quando algo contrasta da multidão?
...
não?
Ou
quando, do céu estrelado,
Apenas
uma estrela a ti brilha?
...
não?
Talvez,
seja por isso – tua melhor companhia; é a solidão?
09 Ago. 2013.
