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sábado, 10 de agosto de 2013

QUEM É?


Não pense saber quem eu sou.
Não penso saber quem é.
Algo em tua cabeça pode,
Então, dizer: talvez não seja ele bom.

– Veleidades, veleidades!
Nem tudo é poesia, estas imagens.
Quadros, quimeras, verdades –
Que quer que seja isso! – linguagens...

À toa; soltas;

Nada de tão sublime, aqui, qual pensa.
Não há do que fugir – deleite? –
Só palavras, como as outras.

O todo, amigo, que chamamos real,
Não é o mesmo para todos.
Claro, o mundo é um só, mas são todos
O mesmo mundo cristalizado em partes.

Sabe quando algo contrasta da multidão?
... não?
Ou quando, do céu estrelado,
Apenas uma estrela a ti brilha?
... não?
Talvez, seja por isso – tua melhor companhia; é a solidão?




09 Ago. 2013.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

ABSTRATOS ENTRE CONCRETOS.





A noite põe-se em movimento;
o dia caminha feito um camelo.
À tarde, figurinhas de nômades
atravessando desertos –
imagens e sentidos
entre concretos





18 Jun. 2013.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

PROGRESSÕES DE UM MUNDO ENTRE OUTROS.

Imagem de arquivo pessoal.



Da grota onde eu vivo, leio e vejo
Lanternas que clareiam enquanto
Formam sombras às costas dos donos
Das mãos que acenam...

Da grota onde habito, posso ver, e ler,
Os planos para mundo este e hão de o fazer
Melhor, como todos quase querem ver,
Pois, realmente ser, ninguém sabe fazer.

Prosiguamente – que quer que isso seja –
Falando, meio tamanha veleidade esta,
Posso trazer pra perto toda vontade que seja:
– Seguir em frente.

Na grota onde vivo e habito profuso e imenso,
Mergulhado em crise, reconstruo o habitar
Que tanto manejo desejado, a partir do já criado,
Esta massa plástica e educável faz surgir.




01 Jul. 2013.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

DELÍRIOS.

  
Que imagens expressas possam ser reprimidas;

Que as nuvens acesas pela luz do dia que nasce possam ser algodões dourados pelo sol da manhã.
– Tanto faz!

A poesia é a arte do delírio –
o delírio quando 
arte-escrita-versos
é poesia [...]
Explico:

... não, não explico!

Que queres saber?
Fermento inteiro
em bagaços;
estou sob escombros;
delírios [...]




Luis Sátiro 13 Jul. 2013.

A MAIS COMUM DAS VISÕES.




Não saio de casa feito
O gatuno desejado.
Com efeito, acabo
Por ser recompensado.

Sobre um fundo azul-céu,
Cintilam feito pedaços
De algodão cor de ouro,
Bem mais vivos que o próprio
Metal precioso...

Sobre esse fundo azul,
Brilham douradas nuvens
Queimadas pelo sol
Da manhã [...]




05 Jun. 2013.