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sábado, 10 de agosto de 2013

QUEM É?


Não pense saber quem eu sou.
Não penso saber quem é.
Algo em tua cabeça pode,
Então, dizer: talvez não seja ele bom.

– Veleidades, veleidades!
Nem tudo é poesia, estas imagens.
Quadros, quimeras, verdades –
Que quer que seja isso! – linguagens...

À toa; soltas;

Nada de tão sublime, aqui, qual pensa.
Não há do que fugir – deleite? –
Só palavras, como as outras.

O todo, amigo, que chamamos real,
Não é o mesmo para todos.
Claro, o mundo é um só, mas são todos
O mesmo mundo cristalizado em partes.

Sabe quando algo contrasta da multidão?
... não?
Ou quando, do céu estrelado,
Apenas uma estrela a ti brilha?
... não?
Talvez, seja por isso – tua melhor companhia; é a solidão?




09 Ago. 2013.

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