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terça-feira, 26 de julho de 2011

AQUILO QUE NÃO FIZ.

                       Por onde sempre ando sempre vejo,
Em vários lugares, muito de perto,
Algo que não me traz sentimento,
Aquilo que não fiz, mas, está lá, 
                                                     onde vejo.

Quando criança, acostumado com o lugar...
Hoje, transformado por quem não sei onde está.
Mas faço do meu lar, imerso em bem estar,
Afetividade transferida; subjetividade no ar...

Não fiz a maioria, mas, fiz o que me 
                                           convinha;
Sou perto de onde vejo... Sou longe de onde 
                                           vinha,
Sou mar, sou céu, mas, aquela paisagem não é 
                                           minha!
Nem de quem não fez dela imagem sua. Assim, 
                                           quem a teria?




Luis Sátiro, 18 Mar. 2011 às 23h48min.

DESVALOR.

Frente aos novos presentes
Do presente tempo reinante,
Cá estou com minhas ações
E objetos desvalorizados.

Neste mundo que, 
                      sequiosamente,
Propõe novos padrões de ações.
Faz cair para mais baixo, 
                      rapidamente,
Aquelas outras que nos davam emoções.

Mas, sempre junto a outros tantos, também
Desvalorizados, solidários à causa,
Ainda inconsciente, e que fazem
Erigir, paralelamente, um novo mundo.




Luis Sátiro, em 24 Mar. 2011 às 21h29min.

domingo, 24 de julho de 2011

NUÂNCIA.

Sinto-me um doido – daqueles varridos.
Que tudo o mais seja, por também ser
Como todos nós seremos sempre também,
Mais um ou menos um, a pensar-se lúcido.

Generalizando momentos, passagens;
Enfeitando a casa, bobagens
Saindo à noite para brincar, coragem
E sendo assim uma bela montagem:

Saio lúcido para ser menos percebido,
Entrego para os que estão pertos, mas perdidos,
Aquele sentimento de que tudo é parecido,
Ou, ao menos, vivido junto, enternecido,
Parece menos incomum aos olhos do percebido.



Luis Sátiro, 12 de Jul. 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

PIRÂMIDE.

No
 Cume,
 Velhos opacos
 Em busca de luz e calor
 Para, pois, poderem sobreviver,
 Se seu sangue é frio como num réptil.
 No meio, alguns invejosos. Queriam estar no alto, 
 Mas não sabem como chegar lá. E ficam a sonhar em um
 Dia o vértice alcançar, para depois fazerem o mesmo dos que estão cume.
 Na base, agüentam firme o peso de toda estrutura, com a melhor das piores sortes.
 Fazem do seu viver serventia aos outros, do meio e do cume, pois sem isso, não haveria nenhuma torre.
Miríades e miríades para a sustentação dos primeiros, que até hoje assim têm feito, e cumprido o seu papel...





  Luis Sátiro em 01 de Junho de 2011 às 08h40min.

RATOS, ROEDORES DE RUA.


Ratos, roedores de rua,
Saem à noite, fria e escura;
Mendigos da noite, vítimas da subúrbia,
Zumbis do Crack, ânsias nuas;

Correm o risco de seu tipo de vida,
Que, com poucas semelhanças, a morte antecipa;
Juntos todos, viram notícias,
Problema a ser resolvido sem milícia.

Custam caro, pois como pragas empestam
E em todos os lares, fazem rixas,
Mordem pais e comem a rica,
Que tanto suaram, melhoria de vida...

Frutos da realocação de um fluxo
Que fixado a um solo, faz deste sujo;
Algo que só existia ali faz aqui submundo
Onde rato rói a rua, em verdade nua e crua.

Custam a deixar de roer
Pois, fazem disso seu grave viver
Marginais beirando a morte, vida arder,
E do sujo roubo, um instante de prazer.


                                                                

                                                 
  Luis Sátiro em 29 de Março de 2011 às 21h44min.