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segunda-feira, 18 de julho de 2011

RATOS, ROEDORES DE RUA.


Ratos, roedores de rua,
Saem à noite, fria e escura;
Mendigos da noite, vítimas da subúrbia,
Zumbis do Crack, ânsias nuas;

Correm o risco de seu tipo de vida,
Que, com poucas semelhanças, a morte antecipa;
Juntos todos, viram notícias,
Problema a ser resolvido sem milícia.

Custam caro, pois como pragas empestam
E em todos os lares, fazem rixas,
Mordem pais e comem a rica,
Que tanto suaram, melhoria de vida...

Frutos da realocação de um fluxo
Que fixado a um solo, faz deste sujo;
Algo que só existia ali faz aqui submundo
Onde rato rói a rua, em verdade nua e crua.

Custam a deixar de roer
Pois, fazem disso seu grave viver
Marginais beirando a morte, vida arder,
E do sujo roubo, um instante de prazer.


                                                                

                                                 
  Luis Sátiro em 29 de Março de 2011 às 21h44min.

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