Ratos, roedores de rua,
Saem à noite, fria e escura;
Mendigos da noite, vítimas da subúrbia,
Zumbis do Crack, ânsias nuas;
Correm o risco de seu tipo de vida,
Que, com poucas semelhanças, a morte antecipa;
Juntos todos, viram notícias,
Problema a ser resolvido sem milícia.
Custam caro, pois como pragas empestam
E em todos os lares, fazem rixas,
Mordem pais e comem a rica,
Que tanto suaram, melhoria de vida...
Frutos da realocação de um fluxo
Que fixado a um solo, faz deste sujo;
Algo que só existia ali faz aqui submundo
Onde rato rói a rua, em verdade nua e crua.
Custam a deixar de roer
Pois, fazem disso seu grave viver
Marginais beirando a morte, vida arder,
E do sujo roubo, um instante de prazer.
Luis Sátiro em 29 de Março de 2011 às 21h44min.
Nenhum comentário:
Postar um comentário