O MEDO DE SER SUBSTITUÍDO
24/11/11.
Enquanto o que se tem como
homem, –
Puro instrumento; objeto de
troca,
Regido por razões estranhas ao
próprio,
Direcionada à qualquer outro homem,
de ontem...
Impera em seus corações, ou
em qualquer outro lugar, onde
possa estar,
grave medo. O mesmo observado
hoje, em escala bem maior, – em
seu meio.
Ela era jovem, recém-ingressada na empresa.
Sua colega começa a pegar em
seu pé:
– Imaginem só que aflição!...
Por medo do não-sucesso,
perfaz-se a mão no lugar do pé.
Persegue-se para não sentir-se
perseguido;
Um ciclo vicioso, a cobra
engolindo o próprio rabo...
Sem saber para onde ir, gira em
círculo,
Procurando ver além do que vê
no momento.
Seguindo a trajetória imposta
pelo todo,
No momento, perseguindo para
não ser perseguido...
O medo de ser substituído
Por um modelo novo,
Recém-fabricado vivo,
Objeto possuído.
Como muitos outros,
Respeita a lógica do
instrumento!
Vindo de onde saído,
O ser do ato não importa,
Importa a qualidade da
quantidade e,
Seja quem for,
No inferno da funcionalidade.