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quinta-feira, 19 de julho de 2012


O MEDO DE SER SUBSTITUÍDO
24/11/11.

Enquanto o que se tem como homem, –
Puro instrumento; objeto de troca,
Regido por razões estranhas ao próprio,
Direcionada à qualquer outro homem, de ontem...

Impera em seus corações, ou
em qualquer outro lugar, onde possa estar,
grave medo. O mesmo observado
hoje, em escala bem maior, – em seu meio.

Ela era jovem, recém-ingressada na empresa.
Sua colega começa a pegar em seu pé:
– Imaginem só que aflição!...
Por medo do não-sucesso, perfaz-se a mão no lugar do pé.

Persegue-se para não sentir-se perseguido;
Um ciclo vicioso, a cobra engolindo o próprio rabo...
Sem saber para onde ir, gira em círculo,
Procurando ver além do que vê no momento.
Seguindo a trajetória imposta pelo todo,
No momento, perseguindo para não ser perseguido...

O medo de ser substituído
Por um modelo novo,
Recém-fabricado vivo,
Objeto possuído.

Como muitos outros,
Respeita a lógica do instrumento!
Vindo de onde saído,
O ser do ato não importa,
Importa a qualidade da quantidade e,
Seja quem for,
No inferno da funcionalidade.

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