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O ARTISTA É O PARADOXO.



                               (ensaio)

Todo artista. Seja para isto, ou seja, aquilo; todos nós somos um! Isso porque a arte é inerente à espécie. Só esquecemos no meio onde nos inserimos no fim [...] Por mais que venha de dentro, é para fora seu destino. Em-si, intenção. Para-si, potência. Para o-outro, sim – são possibilidades. É o mundo que objetivamos; é no mundo onde contamos histórias e é no mundo onde notamos outras. Onde corremos o risco de sermos notados... O tema não importa – que sejam sentimentos – por isso é tão difícil explicar, – como explicar sentimentos ou sensações que partem do indivíduo, rumo ao coletivo? E não é qualquer sentimento, é sentimento para o mundo, através do artista... Um grão de mundo congelado, através do artista. Intercâmbio intramundo incessante – do sujeito ao objeto, permeando a linguagem e, adiante. Por mais que a História seja um movimento de relações, relativas a um movimento dado, qualquer que seja; é só uma parte do todo-movimento. Por mais que o artista consiga isto ou aquilo e, que pareça sozinho, nunca se vence sozinho... Por mais que este alcance um fim, o caminho é construto de todos os meios que foram necessários. No fim, nunca se está sozinho: – são apenas momentos de solidão. No fim, o nada é conteúdo de toda essência, pois não existe ausência de nada – negação pode gerar afirmação! Toda ausência é de algo. Toda ausência, de algum modo, é também presença. A arte não é apenas um produto – produto porque já mundo. Por isso, amamos tanto a arte dos artistas mortos; pois eles não estão aqui para desmistificá-las. Há portando um movimento temporal da arte [!]. Assim, que a arte seja para o artista o que pode ser para os outros!




16 Jun. (Atualizado em 21 Out. 2012)

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