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sábado, 22 de setembro de 2012

MINGUANTE PERFUME DE UMA NOITE.

  Foto: Google imagens


Ainda sinto aquele perfume
esfaquear suave as narinas;
numa noite fresca de um agosto
sem gosto e, muito seco, por sinal...
A lua encontra escondida
entre nuvens.

Um casal conversa e,
inicia de perto a madrugada,
com seus atos em tom casual;
– asseio, como o figurino manda...
Imerso em perfume estranho;
tão fino – e, eu só aceito! –
que me coça às entranhas...
E, percorro absorto,
em busca de sua origem.

No auge dessa busca,
deixo calmo descansar
as costas ao encosto
da cadeira madrugada adentro.
– E, até agora, o perfume
percorre a memória,
quase inodora, quando escrevo. 



06 Ago. 2012.

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