(Eu-conto)
Era um dia qualquer... Toda experiência de um homem
o faz emergir em momentos precisos...
Era, mesmo, um dia qualquer!
Seguia sua rotina de sempre. Estudar, trabalhar,
estudar... E, vivia sempre assim.
Conhecia o mundo que vivia, organizava as coisas como
lhe convinha. Respeitava as ordens dadas e, aqui acolá, as burlava.
Não era diferente de ninguém, sempre passou
despercebido. No ônibus, em pé ou sentado, ocupava seu pedaço do espaço.
Passava, mesmo, despercebido!
Mas, tinha muitos amigos – neste circuito, era bem
percebido.
Agente nunca sente, exatamente, quando algo de
espacial está acontecendo... Geralmente, só notamos aquilo que queremos.
Neste dia, como todos os outros, fazia seu cotidiano
marcado – trabalho, estudo, trabalho...
No corredor da faculdade, ele viu... Ninguém mais
viu, – só ele e,... Ela. [Ele um; ela um; eles, dois]
Só os mais atentos, poderiam...
Neste momento, deu pra ver faíscas, que saíam,
quando seus olhares cruzaram. Aquilo iria marcar suas vidas.
Só faltava uma conexão, algo que ligasse, realmente,
os dois – um amigo em comum, talvez. E, foi justamente o que o destino propôs.
Um dia ela, despercebidamente, falando sobre ele à
uma amiga: dizendo o achar interessante...
Sua amiga disse: – Eu conheço! Se quiser, eu te
apresento... Foi aquele nervosismo, mas deu tudo certo. Foi feita a conexão!
Quando duas pedras que se cruzam; deu pra ouvir o som
das duas, ao se chocarem. Como quando o ar seco e, faminto, encontra o ar frio
e úmido...
Um fenômeno quase espetacular; geralmente, passa
despercebido, quando nosso olhar está mais atento a outro lugar.
16 Nov.
2012
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