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terça-feira, 27 de novembro de 2012

FENÔMENO QUASE ESPETACULAR.


(Eu-conto)



Era um dia qualquer... Toda experiência de um homem o faz emergir em momentos precisos...
Era, mesmo, um dia qualquer!
Seguia sua rotina de sempre. Estudar, trabalhar, estudar... E, vivia sempre assim.
Conhecia o mundo que vivia, organizava as coisas como lhe convinha. Respeitava as ordens dadas e, aqui acolá, as burlava.
Não era diferente de ninguém, sempre passou despercebido. No ônibus, em pé ou sentado, ocupava seu pedaço do espaço.
Passava, mesmo, despercebido!
Mas, tinha muitos amigos – neste circuito, era bem percebido.
Agente nunca sente, exatamente, quando algo de espacial está acontecendo... Geralmente, só notamos aquilo que queremos.
Neste dia, como todos os outros, fazia seu cotidiano marcado – trabalho, estudo, trabalho...
No corredor da faculdade, ele viu... Ninguém mais viu, – só ele e,... Ela. [Ele um; ela um; eles, dois]
Só os mais atentos, poderiam...
Neste momento, deu pra ver faíscas, que saíam, quando seus olhares cruzaram. Aquilo iria marcar suas vidas.
Só faltava uma conexão, algo que ligasse, realmente, os dois – um amigo em comum, talvez. E, foi justamente o que o destino propôs.
Um dia ela, despercebidamente, falando sobre ele à uma amiga: dizendo o achar interessante...
Sua amiga disse: – Eu conheço! Se quiser, eu te apresento... Foi aquele nervosismo, mas deu tudo certo. Foi feita a conexão!
Quando duas pedras que se cruzam; deu pra ouvir o som das duas, ao se chocarem. Como quando o ar seco e, faminto, encontra o ar frio e úmido...
Um fenômeno quase espetacular; geralmente, passa despercebido, quando nosso olhar está mais atento a outro lugar.



16 Nov. 2012 

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