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quarta-feira, 15 de junho de 2011

ABSOLUTO VELHO RETORNO.


Velhas artes são transformadas em novas práticas,
Novos homens nascem velhos de espírito,
Mantém-nos ao léu coberto com novo véu,
Presos a insigne insignificância de nossa existência.

Ver objetos é a única realidade que temos às mãos,
Deitados em solo infértil de puro conhecimento,
Dão-nos tudo feito à custa da livre liberdade,
De ver com olhos próprios a face da realidade.

Ver mentes transgênicas fabricadas por conceitos,
Apenas poeira cósmica alimentando um futuro incerto,
Crianças mimadas pelo velho deus abstrato,
Apenas egos pensantes, farsantes num crepúsculo incessante
De onde emerge a verdadeira natureza reinante.

Frutos da indolência do homem indulgente,
Resultado da falsificação emergente da mente,
Preteritação do presente em busca do eterno nascente, 
Olhar oblíquo no instante, é o que recebemos de presente.

Espelhos aos olhos do escravo, livre para andar,
Mas proibido de pensar livremente sobre o que há,
Ser gótico sem futuro, em busca do circulo perfeito,
Representando o verme firmamento de passados longínquos
Quando ainda andava sob as cavernas do pensamento.



                                    Luis Sátiro: 28 de setembro de 2010 as 03h40min.

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