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quarta-feira, 15 de junho de 2011

MADRUGADA.

Sempre que possível, deixo a janela aberta
E por ela passar livre o vento da escuridão,
Sem ventilador sinto apenas a madrugada,
Soturno e nebuloso quando me vejo só.

E comigo penso ao falar, deixado às lembranças
Do dia que passou; logo, converso sobre irrealizações.
E digo algo sobre a obra e, vêm-me arrependimentos,
Mas, de repente sinto o vento da escuridão, e tudo passa.
       
                                               Luis Sátiro em 18 de fevereiro de 2011                

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