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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

RISO EPILÉTICO

... A falta ou o excesso,
A estagnação ou o progresso
– Há sempre um motivo a mais
Ou a menos para o riso.
E vem como tudo vem,
Da cabeça ao resto do corpo,
Com muito pouco controle,
Até o dedão do pé
– Se desfazendo no solo,
Como uma descarga elétrica...
Já, de um olhar frente ao espelho
À vontade inconsciente
Passando aos músculos da face
E do resto do corpo.
Juntam-se ao súbito ar
Que escapa dos pulmões,
À simples presença de uma tragédia individual
De amargo gosto de uma comédia coletiva.
E o homem – se chama racional

Luis Sátiro do Nascimento em: 03 Ago. 2011

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