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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012


INANIDADE PROGRESSIVA. 
(Lamento nº 2)

Mais uma vez terei de exclamar!
Talvez, a única coisa que me resta...

Nesse instante momento, nos vejo:
Como é noite, descansando o dia...
Todos os dias – repetições de gestos –
Facas cortando carnes, guichês, arames
Prostrando sensações numa vida intersticial,
Natural até que se diga o contrário.
... Mas, vai tudo mais ou menos perfeito,
Funcional até o limite da razão intencional,
Perfeito em designe, conteúdo questionável;
Natural, até que se diga o contrário.

Mais outra vez terei de exclamar,
E é só isso que me resta no momento!

Bebendo, assistindo ao futebol pela TV paga,
Entorpecendo a alma para não perdê-la;
Aceitando as predileções para o futuro,
Já colonizado de antemão – é mais fácil.
Aceitando subir na esteira que caminhar
Com as próprias pernas – sim, é mais fácil!
Quem disse ser possível viajar no tempo
Não estava assim tão errado. Sim, viajamos!
Saltamos de um ponto ao outro,
Só não podemos desfazer erros.


Luis Sátiro em 31 Ago. 2011 em Teresina.

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