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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

DO ÂMAGO DE UM SER POETA AO SEU CORPO MAL VENDIDO.




Cada peça usada na montagem desta
foi um pedaço a menos do ser
foi ferida aberta em favor de alegoria esta
vinda do âmago confuso deste poeta;
este que vê pouca exatidão no dito exato
mas muita ordem no caos

Mas claro, estamos conscientes do que somos,
só não aceitamos que o outro possa ser
e, invejando quem assim o fez
– Para meu mestre eu diria:
“Quero apenas meu corpo emprestado,
no próximo dia útil eu devolvo”!

Serei escritor, quando eu for um,
coletivizando meu ego ou expondo algum
dos meus defeitos mais íntimos
para que todos também sintam, um a um,
seu vértice cristalizar junto ao tempo.
                                                               

                                                           


                                                   Luis Sátiro 12 Jul. 2011 às 02h47min.

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