Nossa cidade, o Estado – Nossos governantes!
- procuramos com a destreza dos menos humildes
o entrosamento com outros cantos nacionais e,
até internacionais [...]
Por todo nosso persistente passado, tornamo-nos
promessas de bons empregos para bons
subempregados.
Ainda preferimos a co-operação através da passagem
em concursos. E, rendemos muito ao prepararmo-nos
em cursos [...]
Ainda somos a (cidade) do coletivo público que
tem de suar bastante para se pagar a conta.
Sempre agradecendo às cegas o serviço prestado
a nossa comunidade.
Pagamos caro demais pelo que já é comum
ao mundo – à outras localidades (!)
Buscando singularizarmo-nos através do plural,
importando caro o supérfluo,
exportamos barato o que é-nos insigne...
Insignificante'são as imagens e os sentidos
de um ser solitário que, inerte, observa
o movimento desta cidade.
Mas, gostaria – este – de enaltecer à categoria
de observação: o singelo fato de que o que antes
poderiam ser imagens sombrias das coisas,
hoje, que tão rápido perpassa, tão rápido,
diz respeito a todos.
Luis Sátiro 05 Fev. 2012.
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