Deitado – insônia sob mim.
Deitado – olho o teto
Pensando... Que será de mim?
Sonhando... Já é bem cedo!
Pra ver sair. Lampejos.
Absorto invisível – que coisa pura!
Minha rede e seus punhos. Desejos.
Saio pra ver o mundo, deitado em fúria;
É o mundo. Visto e não vendo...
Sou um, convergindo deitado,
pensante, pensado, pesado – depois
sento...
Vejo o teto e, o mundo pensado.
O corpo na rede, seu nó em punho,
e o punho da rede, o gancho e a parede,
o teto por céu. Eu, deitado no mundo;
Eu, pensante e pensado na rede.
Luis Sátiro 05 Mar. 2011
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