É canção, é
melodia, são casos falados
e, na
verdade, sois nada dentre muitos casos,
como algo
dito por algum ninguém por acaso.
Saio daqui
para não ouvir alguém calado...
Prefiro o som
mórbido dos que reclamam,
mas, na
verdade, nem reclamam, só querem
melhor
sombra, frente tanta luz que os assombram.
Nada que não
possa ser feito; nada que os convenham.
Mas é algo
estranho (é tão abstrato!); não se sabe
e, não se
conversa (nada sobre algo?); só procuram...
Quem sabe não
diz, então, não se sabe; é de outrem;
vamos
procurar saber, também dizer, (alguém sabe?)
Apenas
cantamos desafinada melodia; não sabemos
que a fala
torna-se fato, velozmente, no mundo que vemos
hoje, quando
nada faz sentido, para si, para os outros.
Casos
isolados de um mundo aberto; sem fronteiras...
E, o algo é
sobre nada, o nada é sobre tudo, mas
o todo é tão
abstrato que, nem mesmo surfistas
conseguiria
surfar a onda deste mar sem praia;
Nada de água
para quem quer despreocupado nadar.
Luis Sátiro
em 18 Mai. 2011.
Em Teresina,
em casa, bestando, falando sobre algo
que, na
verdade, é nada quando comparado aos outros
casos...
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